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sábado, 8 de setembro de 2012

Decifrando as Cartas Aéreas

1 - CARTAS AÉREAS
Cartas aéreas são mapas sobre os quais são adicionadas informações de interesse para a navegação aérea. Existem diversos tipos de cartas aéreas. Vamos aqui nos ater apenas às de uso mais comum nos vôs simulados no Brasil. Neste contexto, temos os seguintes tipos de cartas aéreas:
• Cartas SID;
• Cartas ERC;
• Cartas ARC;
• Cartas STAR; e
• Cartas de Aproximação.

Todas estas cartas fazem uso de símbolos que devem ser do conhecimento do piloto, pois são de extrema utilidade. Para um melhor entendimento das cartas, vamos primeiramente estudar esta simbologia.

1.1 SIMBOLOGIA











 
Uma vez que já nos familiarizamos com a simbologia apresentada, é hora de partirmos para os tipos de cartas aéreas.
 
1.2 SID (STANDARD INSTRUMENT DEPARTURE)
Também chamadas de cartas de saída, as SID apresentam diversos procedimentos padronizados para decolagem e afastamento do aeroporto de partida. Uma mesma SID pode conter mais de um procedimento.

Pode ocorrer também que um procedimento ofereça desdobramentos, permitindo saídas para diferentes setores. Cada desdobramento recebe o nome de TRANSIÇÃO (TRANS).

O procedimento consiste em um trajeto a ser percorrido e um gradiente de subida, ou seja, a velocidade de subida em pés por minuto (ft/min). A trajetória é marcada por VOR, NDB ou fixos.

No caso de um vôo ATC, o controlador responsável pelo aeroporto de onde partimos define qual a saída (ou SID) ativa, ou seja, em vigor. Mesmo no caso de vôos off-line, onde não há controlador, as SID podem ser empregadas, ficando a cargo do piloto a escolha de qual procedimento usar.A seguir, apresentamos uma carta SID e, sobre ela, destacamos as informações disponibilizadas:

O Gradiente de Subida Mínimo representa exatamente qual o percentual mínimo de subida que deve ser obedecido. Ele vem descrito no quadro RMK e deve ser estritamente obedecido. Para facilitar o trabalho do piloto, existe uma tabela que converte este percentual em razão de subida em pés por minuto (ft/min):

1.3 ERC (ENROUTE CHART)
São as cartas usadas para o planejamento do cruzeiro. Elas apresentam os auxílios à navegação (VOR's, NDB's e Fixos), os aeródromos, espaços aéreos restritos ou proibidos, as aerovias e alguns acidentes geográficos.

AEROVIAS são corredores aéreos por onde flui o tráfego de aeronaves. Correspondem às rodovias. Assim como estas, as aerovias podem ser de mão única ou de mão dupla. Cada aerovia é separada por níveis de altitude de acordo com regras. Cabe ressaltar que há uma regra para vôos IFR (Instrument Flight Rules) e outra para vôos VFR (Visual Flight Rules). Vamos detalhar a primeira regra. A segunda, trataremos logo após.

Em Vôos IFR, as altitudes das "mãos" são sempre múltiplos de 1000 pés (ft), sendo que, para proas magnéticas na direção oeste (de 180º a 359º), ocupam múltiplos pares (Ex: 6000 ft, 8000 ft, 10000 ft etc...) e, para proas magnéticas na direção leste (de 000º a 179º), múltiplos ímpares (Ex: 5000 ft, 7000 ft, 9000 ft etc...). Esta regra é seguida até a altitude de 29000 ft. A partir daí, a próxima via para oeste situa-se a 31000 ft de altitude e as demais para oeste a cada 4000 ft de diferença, ou seja, 35000 ft, 39000 ft, 43000 ft etc... As proas no sentido leste seguem o mesmo procedimento, iniciando a 33000 ft e mantendo a diferença de 4000 ft (37000 ft, 41000 ft, 45000 ft etc...).

No caso dos vôos VFR, proas magnéticas para oeste são múltiplos pares de 1000 ft somando-se 500 ft (Ex: 4500 ft, 6500 ft, 8500 ft etc...) até o valor de 14500 ft. Proas magnéticas para leste assumem altitudes multiplas ímpares de 1000 ft somando-se depois 500 ft (3500 ft, 5500 ft, 7500 ft etc...) até o valor máximo de 13500 ft. O quadro abaixo resume estas regras:

Existem dois grupos de cartas ERC brasileiras:

CARTAS LOW: São as empregadas em vôos a baixa altitude, onde o limite máximo é de 26000 ft. No Brasil, temos duas cartas LOW: A carta L1-L2, que abrange as Regiões Nordeste, Sudeste e Sul, e a carta L3-L4, que engloba as Regiões Norte e Centro-Oeste; e

CARTAS HIGH: Usadas em vôos a altitude mais elevada. O limite, agora mínimo, é de 26000 ft. As cartas HIGH brasileiras são: H1-H2 e H3-H4, abordando respectivamente as mesmas Regiões das cartas LOW.

Temos aqui como exemplo uma parte da carta L1-L2, mais precisamente o entorno dos aeroportos de Coongonhas, Guarulhos e Viracopos:


Há ainda uma carta ERC especial que apresenta dois panoramas bem distintos. Uma de suas faces, é uma carta HI-LO (HIGH e LOW ao mesmo tempo) do trecho Rio de Janeiro - São Paulo, reunindo com maior riqueza de detalhes as informações das cartas L1-L2 e H1-H2 nesta área. Ela é ideal para o planejamento e uso em rota na ponte aérea Rio - São Paulo.

A outra face reúne todas as aerovias que passam pelo Brasil, sendo muito útil nos vôos internacionais.

SEMPRE QUE POSSÍVEL, O PILOTO DEVE REALIZAR O VÔO DENTRO DE AEROVIAS

1.4 ARC (ARRIVAL CHART)
São cartas que representam entornos de aeroportos (Terminais) de razoável movimentação. Além de complementar as cartas ERC, são muito úteis quando a aeronave, já em vôo, se encontra dentro da Terminal. A sua importância se evidencia pela riqueza de informações, permitindo a consulta a todos os VOR's, NDB's, Fixos, aerovias, aeródromos e áreas restritas em uma escala ampla.

1.5 STAR (STANDARD ARRIVAL CHART)
De maneira análoga às cartas SID, destinadas a organizar a partida de aeronaves a partir de um determinado aeroporto, as cartas STAR coordenam as chegadas. Além de determinar a trajetória, as STAR's definem também os diferentes níveis de altitude que a aeronave deve estar ao longo deste percurso.

As STAR's podem apresentar TRANSIÇÕES (TRANS) nos casos em que um mesmo procedimento provê a chegada por diferentes setores, que depois se incorporam ao procedimento como um todo.
Uma mesma STAR pode ainda conter mais de um procedimento e a definição de qual deve ser empregado fica a cargo do controlador, no caso de vôo ATC, ou do piloto, quando o vôo é offline, ou seja, sem controlador.

Eis uma carta STAR:


1.6 CARTAS DE APROXIMAÇÃO:
Este é o último tipo de carta a ser comentado.

Elas definem procedimentos para a aproximação especificamente a um aeroporto, não atendendo a nenhum outro. Entretanto, cada aeroporto pode ter, e normalmente tem, mais de uma carta.

Novamente, é o controlador quem define o procedimento ativo (ou seja, em vigor) para cada aeroporto sob sua responsabilidade. O piloto, na ausência do controlador, tem a liberdade de escolher o procedimento que melhor lhe convier.

Diferentemente das SID's e STAR's, cada carta só pode apresentar um único procedimento de aproximação de modo a não confundir o piloto num momento tão crítico.

Existem basicamente dois tipos de cartas de aproximação:

1.6.1 CARTAS VAC (VISUAL APPROACH CHART)
Apresenta o procedimento para aproximação visual. É dividida em duas seções, sendo que a superior apresenta o circuito de aproximação e pouso visual. A seção inferior disponibiliza comentários úteis.

1.6.2 CARTAS IAP (INSTRUMENT APPROACH PROCEDURE)
O procedimento aqui é adaptado para uma aproximação auxiliada por instrumentos. Este tipo de carta apresenta três seções: A seção superior mostra o trajeto a ser percorrido com as respectivas proas verdadeiras. A seção intermediária, por sua vez, detalha o PERFIL de descida e a seção inferior discrimina informações complementares.

As cartas de aproximação são extremamente úteis e garantem um bom pouso. Entretanto, nem sempre o piloto contará com elas. Neste caso, ele tem duas opções:
• Se em vôo ATC, deve solicitar ao controlador uma aproximação vetorada, recebendo instruções específicas de proa, altitude e auxílios ao pouso (ILS, VOR, NDB etc...); ou
• Se em vôo offline, cumprir circuito padrão de aproximação visual ou realizar afastamento, curva base e pouso usando instrumentos, iniciando neste caso o procedimento a, no mínimo, 1500 ft em relação ao aeroporto.

Fonte: Site da Vatsim - Piloto Afonso Braga - Link Vatsim

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PLANO DE VOO NET ONLINE!

PLANO DE VOO NET ONLINE!

É com grande prazer que noticio aos amigos avuadores, que foi inaugurado hoje o website http://www.planodevoo.net./

O plano de voo.net é uma ferramenta gratuita de planejamento de voo que torna simples e dinâmico o processo de escolha da melhor rota aérea a ser percorrida em um voo.

A versão inaugural já possui as seguintes funcionalidades:
- Banco de dados completo de aeroportos, heliportos, NDBs, VORs, fixos ATS e municípios do Brasil.
- Cartas Aeronáuticas WAC, ERC L e ERC H de todo o espaço aéreo brasileiro.
- Mapas de terreno, rodoviário e satélite.
- Imagens meteorológicas do satélite GOES, cartas SIGWX e cartas de vento.
- Visualização e edição de rotas aéreas sobre os mapas.
- Cálculos de distância parcial, distância cumulativa e proa magnética ponto-a-ponto.
- Opção de salvar planejamentos de voo.
- Link direto ao site www.aisweb.aer.mil.br, exibindo NOTAM, METAR, TAF, extrato AIP e cartas IFR.
- Central de Ajuda contendo vídeo demonstrativo, informações e dicas.
- Este blog, onde você poderá acompanhar e comentar a respeito de novidades e notícias.

Através de sugestões e opiniões de nossos usuários, iremos acrescentar funcionalidades para que cada vez mais o planodevoo.net se aproxime da ferramenta ideal de planejamento de voo.

Video Demonstrativo de como utilizar esta ferramenta
CLIQUE NO LINK : Video Demonstrativo

sábado, 22 de maio de 2010

CARTAS WAC - World Aeronautical Charts - CORREDORES VISUAIS



















Aprendendo a ler diversas informações em uma carta WAC:

Pra quem não sabe, WAC significa World Aeronautical Charts. É uma carta utilizada para planejamento dos voos visuais, traz informações como rodovias, estradas de ferro, o comprimento das pistas homologadas, se elas possuem iluminação, se são asfaltadas, a elevação, e outras diversas informações.

Acesse esta carta, ela servirá para nossa explicação.

Padronizada, a escala em cartas WAC é 1:1.000.000, isso quer dizer, a cada 1cm na carta, é 1 milhão de centímetros na vida real. Quer dizer, se você cortar os 5 zeros para conversão, teremos, a cada 1cm temos 10km na vida real.

Você pode notar aerodromos no interior dessa carta, analisando o desenho de uma circunferência com um traço no meio, o traço significa a pista, e a aproximada posição da pista.

Pegando o aerodromo de POÇO BRANCO, embaixo do nome temos o seguinte dado: 302 _ _ 10 . O “302″ significa que o aerodromo está a 302ft. O primeiro underline significa que o aerodromo não tem Iluminação noturna, se tivesse, teria um L, de LIGHTS. Já o segundo underline quer dizer que o aerodromo não é pavimentado, quando ele é pavimentado, tem a presença da letra H, se eu não me engano quer dizer Hard. O “10″ quer dizer que a pista tem 1000m de comprimento.

Aonde tem SBR-205 e uma área ao redor, contornada com AZUL, se trata de área restrita. SBR-205 significa Espaço Brasileiro Restrito, o 2 é de COMAR 2, e o 05 é a numeração do espaço. O espaço pode ser configurado como R, D ou P. R de Restrict, D de Dangerous e P de Prohibited
Perto de Bento Fernandes, você pode notar que tem um PONTO e do lado do ponto tem 584. Isso quer dizer que ali tem um obstáculo a essa altitude.
No centro da carta, tem dois dígitos, 1 e 8. Isso quer dizer que a altitude de segurança desse trecho é 1800ft. Digamos seria uma MSA, Minimum Safe Altitude.

Acho que não tem mais nada a ser adicionado que tenha importância. O site para que você possa conferir a WAC através dos mosaicos é esse. Ao entrar no site, basta clicar em Mosaico WAC, que ele abrirá uma janela, lá você clica aonde quer ver, e depois é só correr pro abraço.

Façam bom proveito, bons VFR. Só pra lembrar, se não estiver enganado, as configurações mínimas para um voo VFR são: teto de 1500ft, e visibilidade de 5000m. Essas informações podem ser conferidas no METAR.

Segue o link para que você possa consultar diversas cartas WAC do Brasil inteiro. Clique aqui

domingo, 2 de maio de 2010

MOSAICOS DE CARTAS E IMAGENS PARA VOOS VFR PELO BRASIL

Fotos da Web
Cartas Wac para voos VFR - WORLD AERONAUTICAL CHARTS

Mosaicos de Cartas e Imagens para voos Visual ( VFR )

Todos os mosaicos de cartas convencionais (ONC, TPC e WAC) disponíveis nesta página foram criados a partir da digitalização em 200 DPI das cartas originais em papel. Assim como estas cartas, os mosaicos criados a partir de imagens digitais foram reorganizados e reprojetados em células de 1° x 1° no sistema geográfico de coordenadas permitindo ao usuário final a emenda contínua dos arquivos de imagens em escala continental.

Dica, estando na página, Clique nos MOSAICOS